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"Não deixe o Samba morrer, não deixe o Samba acabar"

É inegável que o Samba pode ser feito de várias formas, sem que seja descaracterizado em sua concepção original. Antigas vertentes do gênero, como o Samba-canção e o Partido Alto, - citando apenas alguns dos diversos exemplos existentes - apresentam até hoje um caráter popular capaz de contagiar facilmente o povo, seja por identificação pessoal ou social, através de letras que falam de forma direta, com a irreverência típica de Adoniran Barbosa e Dicró, a elegante malandragem de Noel Rosa ou o sentimento profundo de Cartola.

O Samba, com o tempo, foi se tornando esquecido pela mídia e pelo público, enquanto fervia o surgimento de grupos de um tipo de Pagode direcionado de forma demasiada para o lado romântico, com uma linha nitidamente comercial, aparentando apresentar certa ausência de preocupação com a identificação social que já lhe foi característica.

Podem ser feitas comparações a respeito da relação do Samba antigo com parte do Pagode atual similares à relação estabelecida entre a música caipira e o sertanejo romântico. Vale ressaltar que o Pagode, enquanto vertente do Samba, já foi caracterizado por ser tocado por diversão em fundos de quintal, entre outros meios, antes de seu "boom" comercial.

Outra questão complexa é a de que podemos reconhecer que talvez seja difícil escolher, dentro da abrangência do Samba, uma forma específica de se fazer e ou ouvir músicas que se enquadrem no gênero.

Além disso, cada compositor tem inspirações diferentes de um para outro, o que se espelha nas temáticas da obra de cada um.

Para a alegria de nossa música, o Samba não está morto! Ainda há nomes consagrados e muitos artistas talentosos que conseguem renovar o estilo musical com competência.

Last modified onThursday, 28 November 2013 13:38
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